terça-feira, 4 de novembro de 2008

TARADO

Cordel criado na lousa . Eu como professora me apropriei do relato dos alunos na sala de aula.

Nesse cordel meu leitor
Tivemos participação
De alunos fazendo relatos
Foi esse tema inpiração
Pra eles era realidade
O medo era sem razão

A turma era 7ª  D
Do ano de noventa e três
Na Escola Eduardo Angelim
Ninguém aguardava a sua vez
Para falar do pavor
Mas não durou nem um mês

O cordel foi escrito
Na lousa pra demonstração
Para saber como se escreve
Usando o giz e a mão
E as histórias dos alunos
Em versos com atenção
1
Seu moço quero contar
Uma história com emoção
É que em Parauapebas
Houve complicação
Quando apareceu um tarado
Causando grande confusão
2
A notícia se espalhava
E a polícia atuou
Avisando à moçada
O perigo do malfeitor
Porta e janela trancada
Foi o que a polícia avisou
3
Dizem que ele aparece
Em lugares imprevistos
Quando menos se espera
Grito, choro e rebuliço
As meninas que gritavam
Só o cara não era visto
4
Na escola as meninas
Choravam pra sair cedo
Pra não encontrar o tarado
Ficavam com tanto medo
Dizem que homem ou mulher
Tudo pra ele era o mesmo
5
O fato começou
Lá para o bairro da paz
Foi quando num dia triste
Foi atacado um rapaz
Quis dominar logo o moço
Não foi vencido jamais
6
Ele usava uma arma
Para as vítimas vencer
Porém vencia algumas
E outras fazia correr
Perdiam até os sapatos
Sem saber o que fazer
7
A sua aparência física
Não posso aqui descrever
Dizem que a noite
Nunca deu pra ver
Só sei que esse tarado
Era durão pra valer
8
A moçada ficou triste
Sem poder ter diversão
Com medo que o tal tarado
Surgisse na escuridão
Para atacar a moçada
Que estava sem proteção
9
O pavor aumentou
Com a notícia que surgiu
Não era só um tarado
Nem eram cinco, eram mil
Só na cabeça do povo
Pois isso não existiu
10
-Traga o bicho amarrado
Com a corda no pescoço
Mostre a cara do sujeito
Bem clara pra todo o povo
Quem sabe cria vergonha
Deixa de ser perigoso
11
Leitor eu desafio
Se você é corajoso
A achar o tal tarado
Ele é muito astucioso
Quero ver sua coragem
prove que não é medroso
12
Dê também uma surra
Até o coro largar
Pra aprender ser direito
E o próximo respeitar
Quem sabe ainda mude
Pra cidadão se tornar
13
Aqui termino o relato
E faço esse desafio
Quem sabe assim se melhore
Um pedacinho do Brasil
Chamado Parauapebas
para vivermos  tranquilos

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